Homilía da celebração das Exéquias realizada na Sé Nova de Coimbra no dia 15 de Fevereiro de 2005, proferida pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José da Cruz Policarpo, extraída da notícia publicada pela Agência Ecclesia

D. José Policarpo, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), defendeu em Coimbra que a figura da Irmã Lúcia é um símbolo que fala a todo o país.

Na homilia das exéquias solenes, que decorrem na Sé Nova de Coimbra, o Cardeal-Patriarca referiu que “na morte desta mulher, qualquer coisa tocou Portugal”.
“Quando uma comunidade nacional é capaz de reconhecer na simplicidade de uma religiosa um símbolo que fala a todos, esse é certamente para nós um sinal de esperança”, disse.

“A Lúcia certamente terá perguntado a Nossa Senhora: e Vossemecê, o que quer deste Portugal, desta terra de Santa Maria?”, afirmou o Cardeal-Patriarca, num momento que a assembleia sublinhou com uma salva de palmas.

O presidente da CEP confessou que, como tantos portugueses, estava comovido e sensibilizado. “Eu pessoalmente, fui particularmente tocado pelo volume das reacções e das mensagens, que inesperadamente vieram de todos os quadrantes”, assinalou.
Neste sentido, agradeceu em nome da Igreja “a todos aqueles que nos fizeram chegar mensagens escritas, tomaram gestos e posições, fizeram declarações em público, manifestando à sua maneira que sentiram na morte desta mulher qualquer coisa que tocava Portugal”.

D. José Policarpo referiu que, com a Irmã Lúcia viva, os acontecimentos de Fátima eram nossos contemporâneos. “A sua morte marca uma fronteira. A partir deste momento, Fátima é uma grande mensagem, tradição espiritual que nós recebemos de gerações e gerações de peregrinos, penitentes e orantes que tomaram a sério, contra tudo e contra todos, a simplicidade de uma mensagem”, apontou.

Simplicidade e fidelidade:
“- Queria pedir-Lhe para nos levar para o Céu. 
- Sim; a Jacinta e o Francisco levo-os em breve. Mas tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-Se de ti para Me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração.
- Fico cá sozinha? – perguntei, com pena.
- Não filha. E tu sofres muito? Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus”. 
(13 de Junho de 1917. Diálogo entre Lúcia e Nossa Senhora, in Memórias da irmã Lúcia).

Foi tendo em conta esta passagem das memórias da Irmã Lúcia que o Cardeal-Patriarca dedicou uma parte da sua homilia a falar da simplicidade e da fidelidade da Vidente no cumprimento da sua missão.
“O que de extraordinário aconteceu na vida desta mulher insere-se na normalidade da vocação cristã”, considerando que, em caso contrário, correria o risco de não ser verdadeira.

Falando numa eleição de predilecção, o Patriarca vincou que, na vida dos cristãos, essa vocação nasce “numa experiência do divino tão forte que não a podemos ignorar”.
“Quando um projecto de Deus é anunciado com tal clareza, só me resta procurar segui-lo e ser-lhe fiel”, frisou.

D. José Policarpo indicou que a uma vocação corresponde uma missão, como no caso dos pastorinhos. “A maneira como Lúcia narra nas suas memórias as aparições deixa claro que a visita inesperada do céu é entendida como uma missão, algo que o Senhor tinha para lhes pedir”, recorda.
Sobre a parte da missão que nós conhecemos, o presidente da CEP sublinhou que a Irmã Lúcia “foi a porta-voz das revelações”.
“Lúcia é sempre aquela que fala com Nossa Senhora (...) Espero que muito brevemente possamos ter aceso a esse manancial imenso de doutrina espiritual que esta mulher tão simples, mas tão grande, escreveu”, acrescentou.

O Cardeal-Patriarca disse ainda que “há uma parte da sua missão que ela levou para o céu: penitência, conversão e contemplação”.

“Estamos comovidos, não tanto porque ela morreu, mas porque hoje, entre Fátima e o Céu, uma nova ponte se estabeleceu”, assegurou.


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