Nasci numa família católica, mas após a morte do meu irmão distanciei-me de Deus e da Igreja. Caí numa grande depressão quando, casada há vários anos, fiquei grávida e perdi o filho que esperava. Durante esses anos longe de Deus tinha más companhias e tinha maus hábitos, droga e álcool. Passados 10 anos, após o falecimento de minha mãe aumentou ainda mais a minha depressão. Os médicos diagnosticaram uma depressão crónica, em que vários dias não saía de casa e inclusive de cama, mas ao recolher os objetos pessoais da minha mãe encontrei vários terços e algumas lembranças de Fátima, junto um postal da casa de Lúcia com Francisco e Jacinta. Numa tarde de domingo, encontrei umas caixas com livros; na capa de um livro simplesmente uma monja que sorria e tinha o título “Memórias da Irmã Lúcia”. Depois de ter lido o seu livro ocorreu uma total mudança na minha vida. Investiguei um pouco na internet como rezar o rosário, porque era algo que jamais havia feito e pouco a pouco vi a paz que trazia à minha vida. O mais importante foi quando decidi voltar à Igreja, a assistir a Santa Missa e a confessar-me. Numa Igreja vi o anúncio de uma peregrinação a Fátima e assim fiz a peregrinação. Comecei a ir diariamente à Missa, a rezar o terço e recebi o Sacramento da Confirmação. Deixei as más companhias, a medicação que tomava e inclusive a consulta com o Psicólogo. Às vezes quando estou triste encontro consolo na Adoração, na Eucaristia e na Oração. Ao chegar pela terceira vez da peregrinação a Fátima senti e a necessidade de escrever, de dar testemunho da Irmã Lúcia que através dos seus escritos intercedeu no milagre da minha conversão. Rezo pela sua Beatificação. A minha devoção à Santíssima Virgem Maria cresce dia-a-dia, a Jesus por Maria, sua e minha Mãe.